Quando o Euromilhões sai duas vezes

A probabilidade de que o Euromilhões saia duas vezes à mesma pessoa é,
praticamente, nula, porém, Di Matteo pode incluir-se nesse grupo de
felizardos. O Chelsea foi a casa do poderoso Barcelona retirar-lhe a
possibilidade de “salvar” a época com a Liga Milionária. Para
Guardiola e companhia esta semana foi negra, perderam duas
competições, e bem, diga-se. Resta a Taça do Rei, frente ao Athletic.

Olhando para o onze do Barcelona, antes do início da partida, haviam
duas configurações possíveis: Cuenca jogaria pela esquerda, Alexis
pela direita e Iniesta, mais recuado, faria de interior atrás de
Messi, falso nove. A segunda opção seria: Iniesta pela esquerda,
Cuenca pela direita e Alexis de avançado centro. Guardiola escolheu o
segundo esquema e o jogo provou que, mais uma vez, se enganou, como
tinha acontecido em Camp Nou, frente ao Real, em jogo do campeonato.

O Barcelona com as suas posses de bola de 75% empurrava o adversário
contra a sua própria área, com Messi a jogar de falso avançado,
conseguia criar muitos espaços, principalmente, quando o argentino
vinha atrás receber a bola. Contudo, os adversários do Barcelona
aprenderam, com Mourinho (jogo da Taça do Rei em Camp Nou), que
subindo os centrais, Messi fica impedido de fazer este movimento.
Guardiola costuma responder com Alexis a ponta de lança, um jogador
que cria rupturas e obriga os centrais a recuarem, oferecendo, assim,
espaço a Messi. Porém, ontem, o Chelsea não tinha interesse nenhum em
adiantar a defesa.

O guião de Stanford Bridge repetiu-se, o Chelsea prescindiu de atacar
e fechou-se atrás com duas linhas de 4. Entre jogadores da mesma
equipa e adversários, Messi estava cercado por 7 ou 8 homens e o jogo
do Barcelona ia-se entupindo e desfazendo em frente da área do
Chelsea.

A genialidade de Fàbregas e Alexis pareciam ter resolvido o jogo, mas
um “chapéu” fantástico de Ramires a Valdés colocou um ponto de
interrogação temporário na eliminatória, no final da 1ª parte. Toda a
gente pensou que o Barcelona resolveria facilmente o jogo na 2ª parte.
O Chelsea jogava com 10 depois da expulsão de Terry  e, para os homens
de Guardiola, seria mais fácil encontrar espaços.

Aqui entra, outra vez Drogba, um jogo e conjunto de dois jogos
fantásticos. O elefante negro, fez duas exibições memoráveis e passa à
história da Liga dos Campeões. Com a expulsão de Terry passou a jogar
a médio/extremo esquerdo efoi a referência de ataque dos “blues”. Em
situações de 1 para 3 conseguia ganhar vantagem e, em situações
defensivas, esteve irrepreensível.

O Barcelona perdia-se numa larga e lenta “sinfonia” de centenas de
passes e isso era “música para os ouvidos” do Chelsea. O Barcelona
criava algumas ocasiões de perigo, mas Cech tinha os postes
controlados.

Até que no minuto 90, o actor improvável matou a eliminatória e
carimbou os bilhetes para Munique. Fernando Torres, isola-se desde o
meio campo, contorna Valdés e encosta para fazer o 2-2. Estes golos
são uma injecção de confiança para o que resta da temporada e, ainda,
para o avançado não deixar de sonhar com o Euro.

Não deixa de ser estranho ver o Chelsea na final da Liga dos Campeões,
depois da temporada atípica que está a fazer. Muito mérito de Di
Matteo que fez a motivação dos “blues” ir ao máximo e de Drogba e
Cech, que merecem um lugar no onze do ano da Liga Milionária. Foram
superiores tacticamente, merecem estar na final.

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