O lendário campeão francês

Para entender o impacto do Montpellier, campeão da Ligue 1, no futebol francês basta analisar alguns dados. O clube do sul de França, nunca tinha sido campeão. O máximo que alcançou foi um terceiro lugar em 1988 com jogadores como Laurent Blanc, Valderrama ou Roger Milla.

Outro dado é o orçamento do clube. Se o comparamos com o do PSG do Sheik Al-Thani que gastou 106 milhões de euros e ficou em 2º, o Montpellier gastou apenas 2 milhões de euros na contratação de Bedimo.

Parece que o conceito, o equilíbrio e a constância tem mais importância na conquista de um titulo do que um aglomerado de individualidades, muitas vezes carentes disto.

A equipa

Baliza: Jourdren é o dono dos postes. Formado na casa, agarrou a oportunidade da titularidade, quando o então guarda redes titular se lesionou. Destaca-se pela calma, sobriedade e autoridade que fazem esquecer os seus níveis técnicos que deixam um pouco a desejar.

Defesa: Na direita, Bocaly, foi uma das peças chave. Uma das imagens de marca da equipa são a profundidade dos laterais e Bocaly cumpriu esse papel na perfeição. Na esquerda Bedimo, contratado ao Lens foi uma das grandes revelações na Europa do futebol. Sprint curto imbatível e muito bom tanto defensivamente como ofensivamente. Sabe medir perfeitamente os tempos.

Os centrais foram Hilton e Yanga-Mbiwa. A inteligência posicional de Hilton aliada á capacidade de antecipação de Yanga-Mbiwa foram decisivas. Porém ambos os centrais não saem bem com a bola controlada.

Meio Campo: A dupla de trincos é indispensável para o treinador Girard. Usou 4 variantes. A que podemos considerar titular é a dupla Saihi e Estrada. Saihi é um médio posicional, mais recuado, fica com a tarefa de marcar o meio campo ofensivo da equipa adversária. É fundamental na recuperação da posse de bola, enquanto Estrada procura recepções e remates fantásticos com o seu pé esquerdo. Marveaux e Stambouli são as outras variantes. O primeiro com mais capacidade associativa e o segundo destaca-se pela polivalência.

Linha de três: É fundamental para entender a mecânica desta equipa. Dois extremos trabalhadores, com capacidade de entrar na área e um 10 com capacidade de definir os ritmos e de movimentações em espaços reduzidos. Os extremos foram Souleymane Camara e John Utaka.

Rápidos, cómodos na recepção junto á linha e com bastante resistência, já que precisam de correr bastantes metros. As alternativas são Dernis e Ait-Fana. Este último, um grande talento com excelente toque de bola, que não foi mais protagonista pelos constantes problemas físicos.

No meio Belhanda é uma das estrelas da equipa e o seu substituto, uma maravilhosa surpresa, Cabella que pode jogar em qualquer das posições.

Avançado: Olivier Giroud é insubstituível. Olhando para o plantel parece não ter um substituto natural, mas tanto Utaka como Camara podem jogar a avançados. Giroud é um dos melhores avançados actualmente. A sua evolução foi espectacular, já que a época passada jogava mais longe da área.

Parece que as estrelas desta equipa estão condenadas a acabar num grande europeu. No entanto a cantera do clube parece ter precavido essa situação lançando bons jogadores como Stambouli ou Cabella. O futuro é incerto, mas esta equipa já ficou na história pelo feito que alcançou.

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