Como chega a França ao Euro 2012

Nada resta daquela França de Zidane e pouco sobra da França dos escândalos de Domenech de 2010. Depois de um par de boas temporadas ao serviço do Bordéus, Laurent Blanc assumiu o comando e foi passando etapas. Numa primeira fase foi experimentando e numa segunda eliminando e criando uma equipa jovem e com muitas espectativas.

M’Vila é um dos pilares base desta selecção de Blanc, um médio centro posicional do melhor que há na Europa (dúvidas quanto se recupera da lesão que sofreu na Quinta-Feira) normalmente acompanhado de Cabaye. É deste tipo de jogadores desconhecidos anteriormente que o seleccionador bleu montou a base da equipa. Juntem-se a essa lista nomes como Giroud (campeão francês pelo Giroud) ou Menez.

Todos rodeiam o melhor 9 do mundo actualmente: Karim Benzema. Fez uma temporada de sonho no Real Madrid, feroz na criação de espaços e sublime na associação com os companheiros, o francês chega no seu melhor estado de forma de sempre. Quem também recuperou a forma foi Ribery, que deve chegar faminto depois de perder todos os títulos com o Bayern. A dúvida será Nasri, que ficou refém da sua boa fama nas suas exibições intranscendentes.

Dúvidas também na defesa, depois das lesões dos laterais Sagna e Abidal, Debuchy soube suprimir a ausência do primeiro, mas Evra não acaba de convencer e terá a competição directa de Clichy. Ramy e Mexés, no meio, também não parecem dar muitas garantias.

Na baliza Lloris marca diferenças por cima e por baixo. Bons reflexos, elástico e boa voz de comando na área. Será o capitão.

O meio campo é fundamental na estratégia 4-2-3-1 de Blanc, com M’Vila pela esquerda impedindo as subidas do lateral contrário, oferece pulmão, resistência, domínio e comanda os tempos. Cabaye é a bussola desta selecção, é ele que faz as transições ofensivas. Elegante, boas rotações e boa capacidade de passe.

Na segunda linha do meio campo Ribery será titular na esquerda. Já o conhecemos. Técnica, velocidade, diagonais e finta. A ele juntam-se o irregular Nasri pelo meio e Menez pela direita. Menez procura bastante o um contra um e boa capacidade de mudança de ritmo.

A França parte na segunda linha de favoritos assim como a Itália e Portugal. Tem um bom colectivo, com jogadores cheios de energia, mas oferece algumas dúvidas no sector defensivo e o grupo não se apresenta fácil.

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