Previsão Portugal x Holanda

Será um duelo entre equipas que precisam de uma reestruturação no sistema de jogo a gritos. Resumindo será um jogo equilibrado, pese a que a classificação diga o contrário, sobretudo do lado holandês. A selecção dos países baixos entrará em campo confiando que a Dinamarca os ajude e se possam classificar. Tudo isto só será possível se Van Marwijk resolva os problemas de lógica interna com que a equipa se depara. No entanto, a sua mentalidade conservadora indica que não o deverá fazer.

A Holanda é um bloco compacto, que procura o equilíbrio entre linhas para depois destruir a equipa adversária através do seu meio campo ofensivo e o ponta de lança, tudo dentro do habitual 4-2-3-1. Apesar de terem Afellay, Robben e Sneijder, são um conjunto que descuida a criação de jogo. Muitos problemas na transição ofensiva. Van Bommel e De Jong são os culpados, falta entrosamento entre os dois. Individualmente tem perfis bastante parecidos, são dois pivots defensivos puros alinhados para esconder as “misérias” defensivas que tem esta grande equipa. A proposta de Van Marwijk é exemplo disso mesmo: alinha os dois para evitar que a equipa contrária se encontre com a fragilidade defensiva de Heitinga, Mathijsen ou Vlaar, ou que procurem as alas de Van der Wiel ou do jovem Willems, que fez um grande jogo frente á Alemanha.

Esse duplo pivot defensivo não conseguiu cumprir essa tarefa com exito e ainda criou mais problemas: falta de associação ofensiva e os ataques rivais conseguem chegar á última linha com relativa facilidade. O meio campo português também não é um exemplo de solidez. Principalmente como tem jogado até agora, criando demasiados espaços e partindo a equipa em duas. Se a Holanda procura uma solução para gerar jogo por dentro, como poderá ser Strootman, Portugal terá bastantes problemas.

A selecção das quinas não fará alterações no meio campo. Procurará transições verticais, já que Moutinho, Veloso e Meireles não procuram qualquer tarefa associativa nem de criação de jogo. Actuam mais como médios box-to-box, que soltam a bola rapidamente e que se limitam a colar linhas, ficando sem frescura física em várias partes do jogo. Portugal precisa de mais elaboração de jogo no meio campo.

Portugal não se pode dar ao luxo de recorrer ás transições verticais para percorrer o espaço entre os centrais e Helder Postiga. Temos que evitar que tanto Coentrão, quanto João Pereira (vitais para Cristiano e Nani) tenham que recuar para procurar jogo. Viu-se no jogo contra a Dinamarca que quando João Pereira tinha que recuar, Nani ficava sem opções para ir á linha, deixando o lateral direito demasiado exposto ás subidas de Simon Poulsen. Hoje, a selecção terá que estar atenta ás associações de Robben e Sneijder (que apesar de jogar de não jogar na sua posição natural, correspondeu ás expectativas pela esquerda) para que não se crie perigo pelas alas.

As duas selecções precisam de ideias novas e este jogo é o momento ideal para faze-lo. Esperamos pelos resultados.

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