@futebol_e_redes_sociais: compatíveis?

Muita discussão tem havido sobre a interacção dos jogadores de futebol profissionais com os fãs através das redes sociais. Com efeito, com o advento desta era em que a comunicação pela Internet é acessível de qualquer smartphone, o mundo do futebol tem vindo a adaptar-se a esta nova realidade com alguma cautela. Assim, Facebook e Twitter têm sido os meios preferenciais para os profissionais de futebol interagirem com os que os querem “seguir”.

Naturalmente, a situação tem tanto de positivo como de negativo em termos da informação que passa para os adeptos, fãs, simples curiosos e imprensa em geral. E já nem estamos a falar de situações da vida pessoal – arrufos, novas namoradas, etc; a parte mais sensível será a informação classificada de “a manter no balneário” pelo próprio clube a que pertencem e que poderão, inadvertidamente ou não, colocar disponível online (mesmo que seja apenas por uns segundos).

O Facebook, rede social de eleição da maior parte dos utilizadores de internet mundiais, aparece como rede preferencial para colocar os profissionais de futebol em contacto com os fãs: concursos, vida pessoal (o anúncio oficial do namoro de Piquet e Shakira surgiu no Facebook), anúncios de participação em campanhas publicitárias, apoio (mais ou menos descarado) a marcas e produtos… Tudo tem sido motivo para actualizar o perfil. Um mero “like” separa o utilizador de um contacto mais próximo com o jogador e de receber as actualizações de estado do mesmo na sua própria Cronologia.

E se com o Facebook as coisas são mais ou menos pacíficas, sendo a maior parte das páginas administradas por gestores de imagem / redes sociais do próprio jogador ou até do clube a que está vinculado, no caso do Twitter a situação tornou-se mais complicada de gerir.

O Twitter, pela própria natureza da rede social, tem efeitos muito mais imediatos e a reacção de uma Timeline é muito mais rápida e massificada do que no Facebook. Nota-se, para além disso, que os futebolistas têm acesso privilegiado ao Twitter e utilizam-no directamente do próprio telemóvel – pois, muitas vezes, a comunicação não é pensada nem estruturada, sendo vista mais como algo pessoal e como um canal aberto para o próprio jogador.

A questão complica-se em situações de insatisfação do jogador em relação a treinadores, clube, eventuais atitudes menos sérias / racistas e desabafos – inclusivamente, sabe-se que alguns clubes têm já um manual de boa utilização para redes sociais. Neste Euro 2012, algumas selecções impediram os jogadores de colocar comentários online, de forma a preservar a concentração dos mesmo e, claro, manter a informação estanque.

A imprensa fez várias vezes menção, durante a época passou, de declarações de Juan Manuel Iturbe (jogador do FC Porto), que colocou vários comentários pouco satisfeitos com a sua condição de suplente na equipa portuguesa. Esses “tweets”, que foram depois alvo de perguntas ao treinador Vítor Pereira em conferências de imprensa, colocaram quer jogador, quer treinador, quer clube em momentos delicados – pois, como sabemos, hoje em dia a comunicação é tudo. Este é apenas um caso de vários que têm sido noticiados e que reflectem a falta de cuidado na escolha das palavras e declarações que um profissional tem no Twitter.

Lá fora, o futebol ingês é pródigo em jogadas menos claras no Twitter. Exemplo clássico é o bad boy Joey Barton, que utiliza o Twitter como se fossem duas chuteiras e faz entradas duríssimas a tudo o que não lhe agrada: Newcastle, Alan Shearer, Gary Lineker (entre outros) já foram alvo de várias “entradas por trás” do jogador inglês. Também em Inglaterra têm ficado famosos escândalos de jogadores despedidos por declarações via Twitter. Numa divisão inferior inglesa, Lee Smith (do Worchester City FC) foi suspenso e posteriormente despedido pelo seu clube após uma declaração racista no Twitter e Lee Steele, do Oxford City, foi despedido após um “tweet” homofóbico. Por outro lado, vários jogadores têm sido também atingidos por comentários racistas (Fabrice Muamba, do Bolton, e Micah Richards, do City, são bons exemplos).

Fenómenos interessantes são os perfis falsos de futebolistas que vão surgindo na web. O caso mais notado em Portugal tem sido o de Hulk – o avançado do FC Porto já disse várias vezes que não tem Twitter nem Facebook e são por vezes atribuídas ao jogador declarações que, simplesmente, não existem. No Facebook são várias as fan-pages que se colam à imagem de determinado jogador, não sendo oficiais, e no Twitter há vários perfis falsos (incluindo até do antigo jornalista Gabriel Alves que, não sendo jogador, faz parte do nosso imaginário futebolístico).

Por fim, menção aos perfis de Twitter das companheiras / mulheres / WAG’s dos jogadores. Se há duas épocas atrás, aqui em Porugal, a noiva de Sálvio (antigo atleta do Benfica) fazia furor no Twitter, nesta semana foi relatado um pequeno arrufo entre Bar Rafaeli e Irina Shayk através da mesma rede social por causa do… Penteado de Cristiano Ronaldo. Então não é que a israelita não gostou no penteado do goleador, sugeriu que o gel devia ser abolido e a russa defendeu o seu namorado?

Tiago Soares

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