Internacional

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Inglaterra – Chelsea e United mantêm-se separados por um ponto; Tottenham vence de novo

Quem gosta de futebol não conseguiu ficar indiferente ao que se passou em Liverpool no passado domingo. Antes do apito inicial do jogo Liverpool – Manchester United, foi levado a cabo um memorial às vítimas da tragédia de Hillsbrough – jogo da Taça entre Liverpool e Nottingham Forest, em 1989, em que faleceram 96 adeptos – com a entrega de um ramo de flores de Bobby Charlton (velha glória do United) a Ian Rush (igualmente, mas do lado do Liverpool) e as bancadas formaram várias palavras com cartolinas, entre elas “Truth”. Isto porque na semana passada um painel independente de análise concluiu que não foram as claques que tiveram culpa do acidente, mas sim que havia sido a actuação da polícia é que provocou a tragédia. 23 anos depois, a justiça veio ao de cima e isto provocou reacções dos vários quadrantes da sociedade inglesa para além, naturalmente, do mundo do futebol.

Quanto ao jogo, um belo jogo de futebol entre dois gigantes do futebol inglês e que assegurou o segundo lugar para o United à passagem desta jornada. Domínio algo inconsequente do Liverpool na primeira parte e, aos 39 minutos, o momento do jogo: Shelvey é expulso por uma entrada impetuosa (para não dizer perigosa) e desequilibra de vez o jogo para os de Manchester. No entanto, e num assomo de personalidade, o sempre-jovem Gerrard fez, com justiça, o 1-0 para o Liverpool já na segunda parte (um excelente golo), mas Rafael respondeu com um golaço de pé esquerdo num ângulo muito difícil. O segundo golo do United, contra uma equipa cansada e a jogar em esforço, surge de um pénalti (muito discutível) após uma jogada excelente de Valencia pela direita. Van Persie não desperdiçou e fez o 2-1 final aos 80 minutos, num jogo em que os adeptos do Liverpool terminaram a partida a cantar o mítico “You’ll Never Walk Alone”.

O Chelsea teve um jogo difícil em casa com o Stoke City e venceu por 1-0. Só Ashley Cole (e aos 85 minutos!) conseguiu desatar o nó que a equipa do Stoke tinha elaborado para este jogo com o campeão europeu, mantendo o Chelsea em primeiro na Premier League. O Tottenham conseguiu dar a volta a um resultado adverso e venceu, em casa, o QPR por 2-1. Bosingwa jogou apenas três minutos pelo QPR, saindo por lesão logo no início da partida, e assistiu de fora aos golos de Zamora (pelo QPR), de Faurlin (do QPR, mas na própria baliza..) e, finalmente, de Defoe a carimbar a vitória dos Spurs. Villas-Boas consegue, assim, uma vitória saborosa perante o seu público.

O City, campeão em título, empatou em casa com o Arsenal. Num jogo bastante vivo, o City chegou à vantagem, ainda na primeira parte, com um golo de Lescott após um canto em que, mais uma vez, o guarda-redes do Arsenal fica mal na foto. Penso que todos já perdemos a conta a quantos guarda-redes “metem água” na baliza do Arsenal – talvez já estivesse na altura de contratarem um “keeper” decente? Depois assistimos ao típico jogo de parada e resposta, com algum ascendente ao Arsenal, que acabou por chegar ao empate aos 82 minutos por Koscielny, também no seguimento de um canto e com alguma sorte. A bola sobrou dentro da área para o jogador dos “Gunners” após um ressalto estranho, e o central não hesitou em bater Joe Hart.

Everton e West Bromwich Albion (WBA) estão empatados no 3º lugar da Premier League, num início de campeonato tremendo de ambas as equipas. Desta vez, os azuis de Liverpool (que muito se devem rir dos seus rivais Reds) venceram o Swansea por 3-0 fora de casa, enquanto o WBA venceu em casa o Reading por 1-0.

Já para a Taça da Liga, na terça-feira, o Chelsea cilindrou o Wolves por 6-0 e o City foi, com alguma surpresa, eliminado da competição ao perder em casa com o Aston Villa, após prolongamento, por 4-2.

Itália – Juve em altas; Milan afunda-se e Inter é atropelado pelo Siena

Mais uma vitória para a equipa de Turim no sábado, com os “bianconeri” a despacharem o Chievo por 2-0. Na ressaca do saboroso empate com o Chelsea a meio da semana, a Juve fez mais um jogo de sentido único e atacou até chegar aos golos, apenas na segunda parte, de Quagliarella. O internacional italiano marcou primeiro aos 64 minutos (e que golo, à meia-volta, num canto) e depois aos 68, dando expressão a um resultado que até peca por escasso face à produção ofensiva da Juventus.

Já na terça-feira, a Juventus empatou em Florença com a Fiorentina a zero bolas, em jogo antecipado da quinta jornada. Recorde-se que, no ano passado, os “bianconeri” foram a Florença vencer a equipa local por cinco bolas a zero, pelo que se esperava uma espécie de “vingança” da Fiorentina. Com Matías Fernandez a jogar os últimos 10 minutos, o empate acabou por ser o resultado justo num jogo em que ambas as equipas se esforçaram, mas nenhuma foi melhor do que a outra.

O Inter de Milão foi atropelado em casa pelo Siena por 2-0. A maldição do Giuseppe Meazza (que tem vindo a afectar o AC Milan) parece alastrar-se para o Inter também, tendo uma equipa de Milão somado mais uma derrota azíaga. Num jogo em que o Inter até teve as melhores oportunidades, a equipa do português Neto chegou à vantagem aos 73 minutos por Vergassola num lance pelo lado esquerdo, sendo que o segundo golo chegou já aos 90 numa rápida jogada de contra-ataque, pelo mesmo lado, concluída por Valiani. Grande surpresa em Milão com este resultado positivo da equipa que até começou a Serie A com pontos negativos por causa do escândalo, já referido nas páginas deste jornal, de apostas combinadas nos campeonatos italianos.

Começa a ser difícil adjectivar o início de época do outro gigante de Milão. O AC Milan perdeu (terceira derrota em quatro jogos) no campo da Udinese por 2-1. Ranagié apontou o primeiro aos 41 minutos após um livre, num remate de cabeça em que Abbiati, guarda-redes milanês, fica muito mal visto; o Milan recuperou a esperança com um golo fantástico de El Shaarawy após jogada no lado esquerdo do ataque milanês. Mas a reacção do Milan desmoronou-se após a expulsão, com dois cartões amarelos em quatro minutos, de Zapata, sendo que o segundo cartão é consequência de um pénalti cometido pelo central e convertido em golo por (quem mais?) Di Natale. A jogar com 10, o Milan ainda se viu mais em apuros ao ter Kevin-Prince Boateng também expulso (num segundo amarelo muito contestado). Vida muito difícil para Allegri no comando dos “rossoneri”.

O Cagliari – Roma foi adiado por razões de segurança. O jogo deveria ser jogado à porta fechada, pois o estádio está em obras – mas o presidente do clube da Sardenha convidou os adeptos do clube da casa para irem assistir ao jogo, sendo que as autoridades não estiveram pelos ajustes e decidiram-se pelo adiamento da partida. Destaque ainda para a derrota da Lazio, em casa, com o Genoa (um excelente golo de Borriello após uma jogada de entendimento que começou ainda no guarda-redes…) e para o empate do Napoles em Catania (0-0), resultados que deixaram a Juventus líder isolada da Serie A.

Alemanha – Dortmund perde em Hamburgo e é travado em Frankfurt; Bayern Munique líder!

No jogo de sábado, o Bayern de Munique manteve-se como líder da liga alemã após derrotar o Schalke 04 em Gelsenkirchen por 2-0. Toni Kroos abriu o marcador aos 55 minutos e, três minutos depois, Thomas Muller fez o que foi, provavelmente, o golo da jornada: recuperação de bola perdida na direita, túnel ao defesa do Schalke, avanço pela área e remate cruzado rasteiro. Espectacular e a selar também o seu avanço para melhor marcador da Bundesliga na quarta jornada. Já na terça-feira, a equipa bávara aplicou a chapa três ao Wolfsburgo em casa, com um golo de Schweinsteiger e dois de Mandzukic.

O Dortmund teve a sua primeira derrota da temporada na véspera da deslocação ao terreno do Frankfurt. A equipa parece com menos fulgor que nos dois anos anteriores e, desta vez, foi derrotada na difícil deslocação a Hamburgo. 3-2 foi o resultado de um jogo em que a figura foi Son Heung-Min, do Hamburgo, que marcou dois golos (um deles o da vitória). Heung-Min marcou aos dois minutos, com Perisic a empatar aos 46 e a iniciar 15 minutos loucos de jogo: Ilicevic pôs a equipa da casa em vantagem aos 55, Heung-Min bisou aos 59 e Perisic, no minuto seguinte, bisou também a reduzir para o 3-2 final. Um jogo impróprio para cardíacos, mas em que o Dortmund não conseguiu chegar ao empate e perdeu, por isso, mais algum terreno para os líderes Bayern de Munique e.. Eintrach de Frankfurt.

O recém-promovido Eintrach de Frankfurt continua de vento em popa, tendo vencido neste fim-de-semana em casa do Nuremberga por 2-1. Hoffer abriu o marcador para os visitantes aos 25 minutos num lance no limite do fora-de-jogo após um canto batido na direita. Um bom começo para a equipa-sensação da Bundesliga, que ainda ficou mais à vontade após a bela iniciativa individual de Takashi Inui. Uma jogada pela esquerda terminada com um remate de pé direito fora do alcance do guarda-redes Schafer. Os visitados ainda reduziram para 2-1, num cabeceamento bem medido de Polter, mas não foi o suficiente para parar a caminhada triunfante da equipa de Frankfurt.

Já na terça-feira, no jogo grande da jornada de meio da semana, houve um festival de golos em Frankfurt, com Eintracht e Dortmund a darem um grande espectáculo. Ao intervalo, dois a zero para os visitantes (Piszczek e Reus) e o campeão a mandar no jogo. Mas, nos segundos 45 minutos, tudo mudou. Aigner fez o 1-2 aos 49 e Inui (mais uma vez…) fez o 2-2. Entretanto, aos 55 minutos, Gotze (que entrou a substituir o lesionado Reus) fez o 3-2 para os visitantes, mas Anderson não quis impedir os adeptos do Eintrach sonhar e fez o 3-3 aos 73 minutos. Num jogo frenético e, em alguns momentos, com alguma anarquia táctica, os últimos cinco minutos foram muito intensos, com o Dortmund a tentar chegar à vitória – tendo mesmo uma oportunidade soberana, aos 91 minutos, com um corte providencial em cima da linha. Mas ficou mesmo 3-3, num jogo que prova o quão emocionante pode ser a Bundesliga.

Destaque, nos jogos de fim-de-semana, para o empate do Werder Bremen, por 2-2, em casa com o Estugarda (que ainda não ganhou esta época) e para a primeira vitória do Hoffenheim, por 3-1, contra o Hannover 96.

França – Marselha já tem quatro pontos de avanço; Paris SG em clara subida

O Paris SG começa a mostrar o seu potencial e, neste fim-de-semana, levou de vencida a equipa do Bastia por 4-0. A jogar como visitante, aos cinco minutos os parisienses já venciam por 1-0 num lance em que tudo pareceu fácil à equipa parisiense – assistência de Ibrahimovic e golo de Menéz. O sueco não esteve pelos ajustes e fez um golo de classe, com um toque subtil, aumentando para 2-0 o resultado ainda antes do intervalo. Matuidi fez o 3-0 partindo de uma posição duvidosa, e Zlatan fez o 4-0 com um toque ainda mais subtil que no seu primeiro golo, numa desmarcação excelente e a desafiar a armadilha do fora-de-jogo. Tudo fácil para o Paris SG numa escalada que já colocou a equipa no terceiro lugar da Liga.

Em segundo lugar mantém-se o Lyon, que se atrasou nesta sexta jornada ao empatar em Lille por 1-1. Num jogo muito esperado e com o estádio completamente cheio, o primeiro a marcar foi mesmo o Lille, aos sete minutos, por Roux, num lance que começa com um claríssimo fora-de-jogo do extremo do Lille que faz o cruzamento. O Lille manteve-se por cima na primeira parte e começou bem a segunda também, mas Vercoutre fez algumas boas defesas e manteve a esperança viva para o Lyon. Aos 80 minutos, o nosso bem conhecido Lisandro Lopez (envergando a braçadeira de capitão) fez o 1-1 com um remate rasteiro de fora da área, não dando hipóteses ao internacional francês Landreau.

O Marselha mantém-se na liderança destacada da Ligue 1, com 18 pontos em seis jogos, mercê de uma vitória sobre o Évian. Foi uma vitória curta para a produção da equipa do sul de França, mas foi o suficiente para carimbar a sexta vitória consecutiva no campeonato. Amalfitano, aos 33 minutos, sentenciou o jogo num cabeceamento oportuno após um livre na esquerda da equipa marselhesa.

Refira-se ainda que o Montpellier continua no seu início de época pouco menos que miserável, tendo empatado em casa com o Saint-Étienne por 1-1. A equipa-sensação do ano passado ainda esteve a perder (golo de Aubameyang mesmo no final da primeira parte), conseguindo empatar o jogo ao passar dos 70 minutos com um golo de Camara. Mais uma prova de que equipas a revalidar o título, em França, não passam de uma miragem – conforme dizíamos no início da época.

Os adversários das equipas portuguesas na Liga Europa

Quis o sorteio, realizado no final da manhã de 31 de agosto, que a Académica de Coimbra (que estava no quarto e último pote) ficasse colocada no Grupo B da Liga Europa juntamente com o Atlético de Madrid (detentor da prova e recém-vencedor da Supertaça Europeia), o Hapoel Tel Aviv (Israel) e o Plzen (República Checa). Se o facto de ter “caído” no grupo do Atlético Madrid foi uma das piores notícias (em termos desportivos) que poderia ter, a restante constituição do grupo pode deixar algumas esperanças de, pelo menos, discutir o segundo lugar do grupo, lugar que garantirá a passagem à próxima fase da competição. Vamos então analisar os adversários da Académica de Coimbra:

Atlético Madrid – Falcao e mais dez

 

O Atlético Madrid foi o 5º classificado da Liga BBVA 2011/2012 a 2 pontos do 4º lugar, posição que lhe daria acesso à Liga dos Campeões, mas, tendo em conta a recuperação encetada pela equipa desde a chegada do argentino Simeone aos comandos do clube (entrou à 18ª jornada quando a equipa ocupava um modesto 11º posto a 8 pontos do 4º classificado), pode-se imaginar que o lugar dos colchoneros não é nesta competição. Esta ideia é reforçada pela exibição portentosa e resultado desnivelado alcançado perante o Chelsea (vitória por 4-1) na Supertaça Europeia em mais uma demonstração de alto gabarito da estrela da companhia, Radamel Falcao, autor de três golos, mais um do que havia feito na final da Liga Europa, no triunfo por 3-0 sobre o Athletic Bilbau.

Em relação à temporada passada destacam-se as saídas do colombiano Luis Perea, do argentino Salvio (para o Benfica) e do brasileiro Diego (regresso ao Wolfsburg) e as entradas de Cisma (Racing Santander), Raúl Garcia (Osasuna), Diego Costa (Rayo Vallecano), Belözoğlu (Fenerbahçe) e Cristián Rodríguez (FC Porto) para além da manutenção do empréstimo do guardião belga Courtois pertencente aos quadros do Chelsea.

No plantel, para além do goleador Falcao, destacam-se ainda as presenças dos portugueses Sílvio e Tiago e jogadores como Miranda, Juanfran e Arda Turan garantem ao clube a qualidade suficiente para ser apontada como a grande favorita ao triunfo no grupo e até a altos voos na competição.

 

 

Hapoel Tel Aviv – o inferno israelita

 

O Hapoel Tel Aviv é uma formação israelita acostumada às andanças europeias que terminou o último campeonato na quinta posição a apenas dois pontos do segundo lugar e chega a esta competição, tal como a equipa de Coimbra, depois de ter vencido a Taça do seu país mas, devido à posição do ranking, o segundo adversário da Briosa teve de ultrapassar o play-off de acesso à fase de grupos da Liga Europa, batendo os luxemburgueses do Dudelange num total de 7-1 na eliminatória (vitória por 1-3 no Luxemburgo e de 4-0 em Israel).

Numa equipa sem grandes estrelas (apenas 5 jogadores não são israelitas) o nome de Djemba-Djemba salta à vista, uma vez que o camaronês já alinhou em equipas como Manchester United e Aston Villa e chegou esta temporada ao clube (proveniente do Odense) para substituir Nosa Igiebor (transferido para o Betis), é o colectivo a maior força desta formação e o seu reduto um verdadeiro vulcão onde os adversários sentem bem a presença do 12º jogador.

Nesta temporada, para além dos dois triunfos sobre o Dudelange, o Hapoel venceu os dois jogos já disputados do campeonato (um a zero no terreno do Hapoel Ramat Gan e dois zero em casa frente ao  Hapoel Haifa).

 

Plzen – os checos à procura de um lugar ao sol

 

A equipa do Plzen terminou na terceira posição o campeonato checo de 2011/2012 a apenas três pontos do campeão (Slovan Liberec) e a um do segundo classificado (Sparta de Praga) alcançando 19 triunfos em 30 jogos, com seis empates e cinco derrotas e, esta temporada, ao fim de seis jogos, segue na segunda posição com 13 pontos, fruto de quatro triunfos, um empate e uma derrota.

Para esta temporada, a equipa perdeu Václav Pilar para o Wolfsburg, Milan Petrzela para o Augsburg e Marek Cech para o Sparta de Praga, entrando para os quadros do clube o arménio Edgar Malakyan (Pyunik), o eslovaco Matúš Kozáčik (Anorthosis) e mais sete checos desconhecidos que se juntam a um tal de Pavel Horváth que, aos 37 anos, poderá regressar a Portugal depois de uma curta e infrutífera passagem por Alvalade entre 2000 e 2002 que, apesar de tudo, lhe rendeu um Campeonato e uma Supertaça.

A equipa checa, à semelhança da israelita, fará do conjunto a sua força mas poucas hipóteses terá de pontuar com o Atlético Madrid, caso os colchoneros façam jus à sua superioridade técnica e à qualidade individual dos seus jogadores.

A primeira jornada arrancará no próximo dia 20 de Setembro com os jogos Hapoel Tel Aviv – Atletico Madrid e Plzen – Académica.

Sporting

 

Sporting parte como o grande favorito à conquista do grupo G da Liga Europa. Depois de afastar no playoff o Horsens, da Dinamarca, a equipa leonina, integrada no pote 1, conseguiu evitar alguns dos principais adversários que lhe podiam calhar em sorte como o Nápoles e a Lázio, de Itália, o Atlético Bilbau, de Espanha, o Newcastle, de Inglaterra, ou Anzhi, da Rússia. Quis o sorteio que calhasse ao Sporting o Basileia (Suíça), Genk (Bélgica) e Videoton (Húngria).

A equipa suíça surge na fase de grupos da Liga Europa depois de ter falhado o acesso à Liga dos Campeões, sendo afastada na pré-eliminatória pelo Cluj (3-1 no conjunto das duas mãos).  Apesar de algumas passagens marcantes na Champions, o Basileia ficou na temporada passada associado negativamente à prova ao registar a pior derrota de sempre na competição (7-0 frente ao Bayern de Munique). Para esta época os suíços perderam a sua principal estrela, Shaqiri, precisamente para a equipa de Munique a troco de 11,8 milhões de euros. Também Xhaka se transferiu para a Alemanha, concretamente para o Borussia Moenchengladbach (por 8,5 milhões de euros). No sentido inverso, o chileno Marcelo Diaz (ex-Universidade do Chile) representou a principal aquisição (4 milhões de euros) sendo que o argentino Gaston Sauro (ex-Boca Juniores) fechou o lote de contratações da equipa treinada pelo alemão Hoiko Vogel.

Genk, sexto classificado do campeonato belga, é uma equipa jovem que apresenta uma média de idades de 23 anos, em que apenas dois jogadores (os avançados Barda e Buffel) têm mais de 30. Para esta época a equipa treinada pelo holandês Mario Been (que cumpre a segunda época no Genk) fez uma pequena revolução, contratando 12 jogadores e vendendo 17, entre os quais Kevin de Bruyn, para o Chelsea (8 milhões de euros) e o congolês Christian Benteke, para o Aston Villa (8,8 milhões de euros). Apesar dos belgas terem facturado cerca de 20 milhões de euros em vendas, gastaram apenas 2 milhões e todos no defesa Katutu Tshimanga (ex-Lokoren). Em termos europeus, para alcançar a fase de grupos,os belgas afastaram nas pré-eliminatórias o Aktob, do Cazaquistão, (3-1 no conjunto das duas mãos) e o Luzern, da Suíça, (3-2-no conjunto das duas mãos).

Os húngaros do Videoton apresentam-se, porventura, como os mais desconhecidos entre os portugueses mas são, por outro lado, aqueles que neste momento mais ligação mantêm com o Sporting.  A começar pelo treinador Paulo Sousa, ex-jogador dos leões, e a terminar em Renato Neto, cedido a título de empréstimo pelo clube de Alvalade. Também o defesa central Marco Caneira, ex-jogador do Sporting, está integrado nesta equipa húngara que eliminou o Trazbzonsport, da Turquia, no playoff de apuramento, na discussão por grandes penalidades após o nulo registado em toda a eliminatória. De referir que a equipa húngara conta ainda com outro português na equipa. Trata-se de Filipe Oliveira, 28 anos, que chegou ao Videoton a época passada depois de ter representado o Braga, o Torino e o Parma. Também Evandro Brandão integra os quadros da formação húngara, mas foi esta época cedido ao Olhanense a título de empréstimo.

O treinador do Sporting, Ricardo Sá Pinto, refere que é “preciso respeitar os adversários“, mas não esconde a ambição de “voltar a fazer uma grande campanha na Liga Europa“, depois de na temporada passada ter caído nas meias-finais diante o Atlético de Bilbau. ”Mantendo a atitude certa estaremos mais próximos de conseguir os nossos objetivos de apuramento. Sei que vamos entrar em cada jogo com o espírito de ganhar e é esse espírito que nos anima e que deve animar todos os sportinguistas”, declarou o técnico.  Para confirmar o favoritismo no grupo o Sporting terá que fazer golos, um dos problemas que mais salta à vista neste início de época. Com Van Wolfwinkel como principal (e única) referência no ataque dos leões, o desafio de Sá Pinto passará por encontrar um modelo de jogo em que o Sporting consiga ser mais eficaz e ter mais presença na área adversária.

 

Marítimo

 

 

O CS Marítimo participa pela primeira vez na Fase de Grupos da Liga Europa. Várias foram as vezes em que a equipa tentou, mas só agora conseguiu, depois de bater o Asteras Tripoli (1-1 fora e 0-0 em casa) na 3ª Pré-eliminatória e o Dila gori (1-0 em casa e 0-2 fora) no Play-off.

Na primeira participação, nada pior, do ponto de vista desportivo, do que os três adversários sorteados (Newcastle United, FC Bordéus e Club Brugge), que, além de terem mais experiência nesta competição, são mais dotados em termos individuais, contando nas suas fileiras com vários jogadores internacionais.

Sem quaisquer rodeios, a única hipótese do CS Marítimo residirá nos resultados em casa, uma vez que o seu treinador, Pedro Martins, é muito inteligente taticamente.

Do ponto de vista financeiro, dificilmente se poderia pedir mais, uma vez que, particularmente, Newcastle United e FC Bordéus são duas equipas muito conhecidas e com muitos adeptos, o que ajudará a encher o Estádio dos Barreiros e os cofres maritimistas.
Esta fase da competição começa no próximo dia 20 de setembro.

 

 

Newcastle

Curiosidades da última temporada:Na última época, o Newcastle United teve um excelente desempenho na Premier League. Ficou em 5º lugar, venceu 19 partidas, empatou 8 e perdeu 11, o que prova que esta é uma equipa que gosta de resolver tudo na hora.
Em termos de golos, o Newcastle United foi bastante equilibrado: marcou 56, mas sofreu 51, o que revela algumas debilidades defensivas. Em casa, empatou 5 vezes, perdeu apenas 3 (menos 1 do que o Chelsea FC) e sofreu apenas 17 golos, estando entre as oito melhores defesas em casa. Fora, a histórias foi outra: 34 golos sofridos, 8 derrotas e 3 empates. Em médias, marcou 1,47 por jogo e sofreu 1,34 por partida.
Desde o começo, este sempre entre os sete primeiros classificados, o que denota regularidade, pelo menos, nos resultados.

 

Club Brugge

 

Curiosidades da última temporada:Na última época, o Club Brugge voltou a apresentar-se a um bom nível na principal Liga belga. Ficou em 2º lugar, atrás do poderoso Anderlecht. Marcou 51 golos, sofreu 32. Conseguiu 19 vitórias, uma a menos do que o campeão, mas perdeu por 7 vezes, empatando ainda 4 partidas. A sua força esteve particularmente em casa, onde venceu por 12 vezes, empatou 1 jogo e perdeu 2. Marcou 30 golos e sofreu 10, sendo o 5º melhor ataque e a 2ª melhor defesa. Em média, marcou 1,70 por jogo e sofreu 0,67 por partida.
Fora do seu terreno, venceu 7 vezes, as mesmas que o campeão, empatou 3 e perdeu 5. Marcou 21 golos e sofreu 22, perdendo aqui o título para o Anderlecht. Foi o 4º melhor ataque e a 5ª melhor defesa a jogar fora.  Em média, marcou 1,40 golos por jogo e sofreu 1,47 por partida. No geral, foi a 2ª equipa mais forte em casa e a 3ª fora do seu campo.
Em termos de percurso, andou praticamente sempre entre os cinco primeiros lugares, sendo que nas primeiras dez jornadas atingiu algumas vezes o 1º lugar.
Na Liga Europa do último ano, ficou no grupo do SC Braga, tendo vencido 1-2 em Braga e empatado 1-1 na Bélgica.

 

Bordéus

 

Curiosidades da última temporada:Depois de um começo horrível, o FC Bordéus recuperou e, graças a uma ponta final fantástica, terminou no 5º lugar, a apenas quatro pontos do Ol. Lyon. Apesar de a parte inicial parecer catastrófica, a verdade é que o FC Bordéus teve “apenas” 9 derrotas, três a menos do que o Ol. Lyon (4º classificado). A equipa venceu 16 jogos e teve 13 empates. A sua grande arma foi o seu estádio, onde venceu 9 vezes, empatou 8 e perdeu apenas 2, num total de 25 golos marcados e 14 sofridos. A média de golos marcados em casa foi de 1,32; a de golos sofridos foi 0,74. Defensivamente, em casa, o FC Bordéus foi a 4ª melhor equipa.
Fora de casa, a equipa também não esteve nada mal: venceu 7 partidas, empatou 5 e perdeu 7, marcando 28 golos e sofrendo 27, o que dá uma média de 1,47 e de 1,42 respetivamente.
Em termos de Ranking nos jogos fora, o FC Bordéus foi o 3º melhor ataque e a 12º melhor defesa.
A progressão na Ligue 1 revela que a equipa teve muitas dificuldades na tabela até à 15ª jornada, marcando presença na segunda metade. A partir dessa jornada, tudo melhorou e a equipa andou sempre entre o 9º e o 7º lugar, conseguindo o 5º posto nas últimas duas jornadas.

 

Stafylidis

Em muitas ocasiões é o futebol que faz esquecer as situações menos boas nas nossas vidas, nem que momentaneamente, e os Gregos têm um novo motivo para sorrir, Kostas Stafylidis.

Este jovem Grego nasceu em Thessaloniki à 18 anos atrás, e começou a jogar desde 2006 no PAOK. Foi evoluindo nas camadas jovens até atingir o plantel principal e em Novembro de 2011 fez a estreia pela equipa principal na Superliga Grega contra o  Panetolikos F.C. e nas competições europeias contra o Tottenham para a Liga Europa. Transferiu-se esta época para o Bayer Leverkusen, mas ficou emprestado ao PAOK para uma maior experiência. Presença nas camadas jovens do seu país desde os sub-17 até aos sub-21, participando activamente no europeu sub-17 e mais recentemente no Europeu sub-19 onde se denotou pela qualidade do seu pé esquerdo, estando em grande plano no alcance da medalha de prata.

Lateral-esquerdo de raiz, também pode atuar como médio esquerdo pois apesar de defender bem, de ser um lateral alto, de se posicionar muito bem, e de tacticamente cumprir na perfeição, é um jogador ágil e rápido que sabe atacar e cruzar ainda melhor. É dotado de um pé esquerdo com requinte no passe e no domínio de bola, consegue chegar com facilidade ao ataque desmarcando muitas vezes os colegas com passes assertivos e cruzamentos milimétricos para que estes possam finalizar com êxito. E ainda contribui para a equipa com os seus livres perigosos tanto a cruzar como a rematar, o que hoje em dia é muito importante pois cada vez mais muitos jogos são decididos em bolas paradas.

Costuma-se dizer que existem passes que são meio golo e Stafylidis faz justiça a esse comentário, Kostas Stafylidis um miúdo maravilha do hoje para o amanha.Imagem