Internacional

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Inglaterra – Chelsea e United mantêm-se separados por um ponto; Tottenham vence de novo

Quem gosta de futebol não conseguiu ficar indiferente ao que se passou em Liverpool no passado domingo. Antes do apito inicial do jogo Liverpool – Manchester United, foi levado a cabo um memorial às vítimas da tragédia de Hillsbrough – jogo da Taça entre Liverpool e Nottingham Forest, em 1989, em que faleceram 96 adeptos – com a entrega de um ramo de flores de Bobby Charlton (velha glória do United) a Ian Rush (igualmente, mas do lado do Liverpool) e as bancadas formaram várias palavras com cartolinas, entre elas “Truth”. Isto porque na semana passada um painel independente de análise concluiu que não foram as claques que tiveram culpa do acidente, mas sim que havia sido a actuação da polícia é que provocou a tragédia. 23 anos depois, a justiça veio ao de cima e isto provocou reacções dos vários quadrantes da sociedade inglesa para além, naturalmente, do mundo do futebol.

Quanto ao jogo, um belo jogo de futebol entre dois gigantes do futebol inglês e que assegurou o segundo lugar para o United à passagem desta jornada. Domínio algo inconsequente do Liverpool na primeira parte e, aos 39 minutos, o momento do jogo: Shelvey é expulso por uma entrada impetuosa (para não dizer perigosa) e desequilibra de vez o jogo para os de Manchester. No entanto, e num assomo de personalidade, o sempre-jovem Gerrard fez, com justiça, o 1-0 para o Liverpool já na segunda parte (um excelente golo), mas Rafael respondeu com um golaço de pé esquerdo num ângulo muito difícil. O segundo golo do United, contra uma equipa cansada e a jogar em esforço, surge de um pénalti (muito discutível) após uma jogada excelente de Valencia pela direita. Van Persie não desperdiçou e fez o 2-1 final aos 80 minutos, num jogo em que os adeptos do Liverpool terminaram a partida a cantar o mítico “You’ll Never Walk Alone”.

O Chelsea teve um jogo difícil em casa com o Stoke City e venceu por 1-0. Só Ashley Cole (e aos 85 minutos!) conseguiu desatar o nó que a equipa do Stoke tinha elaborado para este jogo com o campeão europeu, mantendo o Chelsea em primeiro na Premier League. O Tottenham conseguiu dar a volta a um resultado adverso e venceu, em casa, o QPR por 2-1. Bosingwa jogou apenas três minutos pelo QPR, saindo por lesão logo no início da partida, e assistiu de fora aos golos de Zamora (pelo QPR), de Faurlin (do QPR, mas na própria baliza..) e, finalmente, de Defoe a carimbar a vitória dos Spurs. Villas-Boas consegue, assim, uma vitória saborosa perante o seu público.

O City, campeão em título, empatou em casa com o Arsenal. Num jogo bastante vivo, o City chegou à vantagem, ainda na primeira parte, com um golo de Lescott após um canto em que, mais uma vez, o guarda-redes do Arsenal fica mal na foto. Penso que todos já perdemos a conta a quantos guarda-redes “metem água” na baliza do Arsenal – talvez já estivesse na altura de contratarem um “keeper” decente? Depois assistimos ao típico jogo de parada e resposta, com algum ascendente ao Arsenal, que acabou por chegar ao empate aos 82 minutos por Koscielny, também no seguimento de um canto e com alguma sorte. A bola sobrou dentro da área para o jogador dos “Gunners” após um ressalto estranho, e o central não hesitou em bater Joe Hart.

Everton e West Bromwich Albion (WBA) estão empatados no 3º lugar da Premier League, num início de campeonato tremendo de ambas as equipas. Desta vez, os azuis de Liverpool (que muito se devem rir dos seus rivais Reds) venceram o Swansea por 3-0 fora de casa, enquanto o WBA venceu em casa o Reading por 1-0.

Já para a Taça da Liga, na terça-feira, o Chelsea cilindrou o Wolves por 6-0 e o City foi, com alguma surpresa, eliminado da competição ao perder em casa com o Aston Villa, após prolongamento, por 4-2.

Itália – Juve em altas; Milan afunda-se e Inter é atropelado pelo Siena

Mais uma vitória para a equipa de Turim no sábado, com os “bianconeri” a despacharem o Chievo por 2-0. Na ressaca do saboroso empate com o Chelsea a meio da semana, a Juve fez mais um jogo de sentido único e atacou até chegar aos golos, apenas na segunda parte, de Quagliarella. O internacional italiano marcou primeiro aos 64 minutos (e que golo, à meia-volta, num canto) e depois aos 68, dando expressão a um resultado que até peca por escasso face à produção ofensiva da Juventus.

Já na terça-feira, a Juventus empatou em Florença com a Fiorentina a zero bolas, em jogo antecipado da quinta jornada. Recorde-se que, no ano passado, os “bianconeri” foram a Florença vencer a equipa local por cinco bolas a zero, pelo que se esperava uma espécie de “vingança” da Fiorentina. Com Matías Fernandez a jogar os últimos 10 minutos, o empate acabou por ser o resultado justo num jogo em que ambas as equipas se esforçaram, mas nenhuma foi melhor do que a outra.

O Inter de Milão foi atropelado em casa pelo Siena por 2-0. A maldição do Giuseppe Meazza (que tem vindo a afectar o AC Milan) parece alastrar-se para o Inter também, tendo uma equipa de Milão somado mais uma derrota azíaga. Num jogo em que o Inter até teve as melhores oportunidades, a equipa do português Neto chegou à vantagem aos 73 minutos por Vergassola num lance pelo lado esquerdo, sendo que o segundo golo chegou já aos 90 numa rápida jogada de contra-ataque, pelo mesmo lado, concluída por Valiani. Grande surpresa em Milão com este resultado positivo da equipa que até começou a Serie A com pontos negativos por causa do escândalo, já referido nas páginas deste jornal, de apostas combinadas nos campeonatos italianos.

Começa a ser difícil adjectivar o início de época do outro gigante de Milão. O AC Milan perdeu (terceira derrota em quatro jogos) no campo da Udinese por 2-1. Ranagié apontou o primeiro aos 41 minutos após um livre, num remate de cabeça em que Abbiati, guarda-redes milanês, fica muito mal visto; o Milan recuperou a esperança com um golo fantástico de El Shaarawy após jogada no lado esquerdo do ataque milanês. Mas a reacção do Milan desmoronou-se após a expulsão, com dois cartões amarelos em quatro minutos, de Zapata, sendo que o segundo cartão é consequência de um pénalti cometido pelo central e convertido em golo por (quem mais?) Di Natale. A jogar com 10, o Milan ainda se viu mais em apuros ao ter Kevin-Prince Boateng também expulso (num segundo amarelo muito contestado). Vida muito difícil para Allegri no comando dos “rossoneri”.

O Cagliari – Roma foi adiado por razões de segurança. O jogo deveria ser jogado à porta fechada, pois o estádio está em obras – mas o presidente do clube da Sardenha convidou os adeptos do clube da casa para irem assistir ao jogo, sendo que as autoridades não estiveram pelos ajustes e decidiram-se pelo adiamento da partida. Destaque ainda para a derrota da Lazio, em casa, com o Genoa (um excelente golo de Borriello após uma jogada de entendimento que começou ainda no guarda-redes…) e para o empate do Napoles em Catania (0-0), resultados que deixaram a Juventus líder isolada da Serie A.

Alemanha – Dortmund perde em Hamburgo e é travado em Frankfurt; Bayern Munique líder!

No jogo de sábado, o Bayern de Munique manteve-se como líder da liga alemã após derrotar o Schalke 04 em Gelsenkirchen por 2-0. Toni Kroos abriu o marcador aos 55 minutos e, três minutos depois, Thomas Muller fez o que foi, provavelmente, o golo da jornada: recuperação de bola perdida na direita, túnel ao defesa do Schalke, avanço pela área e remate cruzado rasteiro. Espectacular e a selar também o seu avanço para melhor marcador da Bundesliga na quarta jornada. Já na terça-feira, a equipa bávara aplicou a chapa três ao Wolfsburgo em casa, com um golo de Schweinsteiger e dois de Mandzukic.

O Dortmund teve a sua primeira derrota da temporada na véspera da deslocação ao terreno do Frankfurt. A equipa parece com menos fulgor que nos dois anos anteriores e, desta vez, foi derrotada na difícil deslocação a Hamburgo. 3-2 foi o resultado de um jogo em que a figura foi Son Heung-Min, do Hamburgo, que marcou dois golos (um deles o da vitória). Heung-Min marcou aos dois minutos, com Perisic a empatar aos 46 e a iniciar 15 minutos loucos de jogo: Ilicevic pôs a equipa da casa em vantagem aos 55, Heung-Min bisou aos 59 e Perisic, no minuto seguinte, bisou também a reduzir para o 3-2 final. Um jogo impróprio para cardíacos, mas em que o Dortmund não conseguiu chegar ao empate e perdeu, por isso, mais algum terreno para os líderes Bayern de Munique e.. Eintrach de Frankfurt.

O recém-promovido Eintrach de Frankfurt continua de vento em popa, tendo vencido neste fim-de-semana em casa do Nuremberga por 2-1. Hoffer abriu o marcador para os visitantes aos 25 minutos num lance no limite do fora-de-jogo após um canto batido na direita. Um bom começo para a equipa-sensação da Bundesliga, que ainda ficou mais à vontade após a bela iniciativa individual de Takashi Inui. Uma jogada pela esquerda terminada com um remate de pé direito fora do alcance do guarda-redes Schafer. Os visitados ainda reduziram para 2-1, num cabeceamento bem medido de Polter, mas não foi o suficiente para parar a caminhada triunfante da equipa de Frankfurt.

Já na terça-feira, no jogo grande da jornada de meio da semana, houve um festival de golos em Frankfurt, com Eintracht e Dortmund a darem um grande espectáculo. Ao intervalo, dois a zero para os visitantes (Piszczek e Reus) e o campeão a mandar no jogo. Mas, nos segundos 45 minutos, tudo mudou. Aigner fez o 1-2 aos 49 e Inui (mais uma vez…) fez o 2-2. Entretanto, aos 55 minutos, Gotze (que entrou a substituir o lesionado Reus) fez o 3-2 para os visitantes, mas Anderson não quis impedir os adeptos do Eintrach sonhar e fez o 3-3 aos 73 minutos. Num jogo frenético e, em alguns momentos, com alguma anarquia táctica, os últimos cinco minutos foram muito intensos, com o Dortmund a tentar chegar à vitória – tendo mesmo uma oportunidade soberana, aos 91 minutos, com um corte providencial em cima da linha. Mas ficou mesmo 3-3, num jogo que prova o quão emocionante pode ser a Bundesliga.

Destaque, nos jogos de fim-de-semana, para o empate do Werder Bremen, por 2-2, em casa com o Estugarda (que ainda não ganhou esta época) e para a primeira vitória do Hoffenheim, por 3-1, contra o Hannover 96.

França – Marselha já tem quatro pontos de avanço; Paris SG em clara subida

O Paris SG começa a mostrar o seu potencial e, neste fim-de-semana, levou de vencida a equipa do Bastia por 4-0. A jogar como visitante, aos cinco minutos os parisienses já venciam por 1-0 num lance em que tudo pareceu fácil à equipa parisiense – assistência de Ibrahimovic e golo de Menéz. O sueco não esteve pelos ajustes e fez um golo de classe, com um toque subtil, aumentando para 2-0 o resultado ainda antes do intervalo. Matuidi fez o 3-0 partindo de uma posição duvidosa, e Zlatan fez o 4-0 com um toque ainda mais subtil que no seu primeiro golo, numa desmarcação excelente e a desafiar a armadilha do fora-de-jogo. Tudo fácil para o Paris SG numa escalada que já colocou a equipa no terceiro lugar da Liga.

Em segundo lugar mantém-se o Lyon, que se atrasou nesta sexta jornada ao empatar em Lille por 1-1. Num jogo muito esperado e com o estádio completamente cheio, o primeiro a marcar foi mesmo o Lille, aos sete minutos, por Roux, num lance que começa com um claríssimo fora-de-jogo do extremo do Lille que faz o cruzamento. O Lille manteve-se por cima na primeira parte e começou bem a segunda também, mas Vercoutre fez algumas boas defesas e manteve a esperança viva para o Lyon. Aos 80 minutos, o nosso bem conhecido Lisandro Lopez (envergando a braçadeira de capitão) fez o 1-1 com um remate rasteiro de fora da área, não dando hipóteses ao internacional francês Landreau.

O Marselha mantém-se na liderança destacada da Ligue 1, com 18 pontos em seis jogos, mercê de uma vitória sobre o Évian. Foi uma vitória curta para a produção da equipa do sul de França, mas foi o suficiente para carimbar a sexta vitória consecutiva no campeonato. Amalfitano, aos 33 minutos, sentenciou o jogo num cabeceamento oportuno após um livre na esquerda da equipa marselhesa.

Refira-se ainda que o Montpellier continua no seu início de época pouco menos que miserável, tendo empatado em casa com o Saint-Étienne por 1-1. A equipa-sensação do ano passado ainda esteve a perder (golo de Aubameyang mesmo no final da primeira parte), conseguindo empatar o jogo ao passar dos 70 minutos com um golo de Camara. Mais uma prova de que equipas a revalidar o título, em França, não passam de uma miragem – conforme dizíamos no início da época.

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