FC Porto x Sporting CP

FC Porto e Sporting entraram, este domingo, no Estádio do Dragão, para disputar o primeiro clássico da época, em jogo a contar para a sexta jornada da Primeira Liga Portuguesa com vários motivos de interesse e com momentos anímicos bem distintos entre os dois clubes.

Se, por um lado, o FC Porto vinha de um triunfo, por uma bola a zero, tão importante como justo sobre os milionários do PSG para a Liga dos Campeões, triunfo que valeu o isolamento na liderança do Grupo A da prova mais importante de clubes a disputar no continente europeu, o Sporting, por sua vez, vinha de uma goleada, derrota por três bolas a zero, tão clara como vergonhosa com os húngaros do Videoton, que deixava o clube de Alvalade no último lugar do Grupo G da Liga Europa e, em sequência desse e dos restantes resultados da época, sem treinador após a saída de Sá Pinto.

Mas os pontos de interesse desta partida, num dia de grandes jogos por essa Europa fora (Barcelona – Real, Marselha – PSG, Inter – AC Milan, entre outros), não se ficavam por aqui pois, caso o FC Porto não fosse derrotado, conseguiria cumprir o 4º aniversário e o 60º jogo sem conhecer o sabor da derrota em jogos no Dragão para a Liga Portuguesa. Mais que isso, havia também a coincidência de que, há 52 jogos atrás, o Sporting tinha sido a última equipa a conseguir sair do Dragão sem sofrer um golo, pelo que este era outro ponto de interesse num jogo que promovia a estreia de Oceano Cruz como técnico principal dos leões enquanto o clube procura um sucessor de Sá Pinto.

Mas falando da partida propriamente dita, o FC Porto entrou em campo com o “melhor onze”, repetindo a equipa titular que tinha batido o PSG, enquanto no Sporting, mais uma revolução na equipa com as entradas de Cédric e Insúa (na defesa), Schaars, Elias e Pranjic (no meio-campo) e de Carrillo (na frente) em relação ao jogo anterior.

E se os momentos anímicos de cada equipa eram antagónicos, depressa o FC Porto fez questão de mandar no jogo e de o resolver, aproveitando as fragilidades de um Sporting que, quando saiu do seu meio-campo pela primeira vez, já perdia por 1-0 com um enorme golo de Jackson Martínez, daqueles que podem ser vistos e revistos vezes sem conta e que entrará, certamente, para a história deste campeonato.

Mas este grande golo, que surgiu aos 10 minutos, nem foi a primeira oportunidade para os dragões uma vez que, desde o início do jogo o FC Porto se apoderou do meio-campo do Sporting e só uma enorme defesa de Patrício, aos 7’ e um remate ao lado de James, aos 8’, impediram que o Sporting começasse a perder ainda mais cedo. Ainda no primeiro quarto de hora Lucho obrigou Patrício a mais trabalho mas, logo depois, surgiria a primeira contrariedade para a equipa da casa com a saída, por lesão, do central Maicon.

No segundo quarto de hora da partida o Sporting tentou reagir, mas desta reacção, nada surgiu além de duas cartolinas amarelas para Lucho e James e depressa o FC Porto voltava a tomar conta do jogo com Moutinho e Otamendi, em dois lances de bola parada, a entenderem-se na perfeição, faltando a finalização certeira do argentino aos passes teleguiados do português que, aos 29’, na sequência de um pontapé de canto, e aos 35’, na cobrança de um livre indirecto levou perigo à área adversária. O intervalo chegava, assim, com o FC Porto confortavelmente na frente do marcador, apesar da magra vantagem.

A segunda parte começou praticamente com uma grande penalidade a favorecer o FC Porto quando, aos 55’, num lance aparentemente inofensivo, Cédric no chão vê a bola tocar-lhe no braço direito com Jorge Sousa, de pronto, a assinalar grande penalidade que Lucho se encarregaria de desperdiçar atirando com estrondo ao poste direito da baliza de Patrício que adivinhou o lado mas não teria qualquer hipótese de desviar a bola. Mas nem a lesão de Maicon nem a grande penalidade falhada por Lucho desmotivaram os dragões ou deram mais moral aos leões que continuavam inofensivos.

E se a vida estava difícil para o Sporting, pior ficou quando, aos 72’, Rojo, no espaço de três minutos, vê dois cartões amarelos e é expulso, deixando a sua equipa em inferioridade numérica. Ainda assim, essa desvantagem numérica durou pouco tempo pois o FC Porto também ficaria reduzido a 10 elementos com nova lesão de um jogador da sua defesa, sendo Alex Sandro a sair aos 79’ com as substituições já esgotadas por Vítor Pereira.

E foi nesses últimos 10 minutos de jogo que tudo se decidiu com o Sporting a ter duas oportunidades no espaço de dois minutos (Helton defende um livre de Pranjic aos 80’ e segura um cabeceamento de Wolfswinkel aos 81’) e, na resposta, o FC Porto beneficiava de nova grande penalidade cometida por Boulahrouz sobre Jackson Martínez na sequência de um grande cabeceamento de Mangala à trave da baliza de Patrício. Chamado a converter, James não perdoou (apesar de Patrício ainda ter tocado na bola) e o FC Porto encerrava o assunto, com o 2-0 final que lhe permite voltar à liderança da prova, liderança da qual o Sporting está já a oito e praticamente irrecuperáveis pontos.

 

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