O método Antero Henrique

Se há um homem que pode dizer que deu muito dinheiro ao seu clube e que nem por isso deixou de estar na elite do futebol europeu, é Antero Henrique, actual director desportivo do FC Porto. É o aprendiz de Pinto da Costa e é o responsável por levar a cabo o método Porto: contratar jovens talentos para vende-los como estrelas.

Em 2004, o Porto treinado por Mourinho, conseguiu a 2ª Liga dos Campeões da história do clube. Nesse mesmo verão, Pinto da Costa decide fazer dinheiro vendendo as principais estrelas da equipa. Um total de 54 milhões de euros de lucro foi o total que entrou nos cofres do Dragão. O Porto tinha vendido os seus principais jogadores por um total de 104 milhões, o total gasto anteriormente tinha sido de 50. Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco, Derlei ou Carlos Alberto foram transferidos para grandes clubes europeus aproveitando o prestigio que ganhar uma Champions dá.

Mais na edição 26 da próxima semana.

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Análise ao Benfica 2012/13

Um Benfica mais vertiginoso, equilibrado, adulto e vertical é aquele que se apresenta na corrente época, em comparação com a época anterior. Tais características devem-se sobretudo à aquisição de novos jogadores. Nesta época o clube encarnado dispõe de um maior leque de opções o que permite uma melhor gestão do plantel.

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Atsu

O futebol é um mundo de sonhos em que tudo pode acontecer, rápido se passa de “burro” a “cavalo” e mais rápido de “cavalo” a “burro”, o sucesso acompanha os trabalhadores, assim como Christian Twasam Atsu.

Este jovem de 20 anos é natural de Ada Foah, Gana, mas foi em Portugal e mais especificamente no maior clube da cidade do Porto, o FC Porto, que se formou como jogador. Desde 2009 até 2011 jogou nos Juniores e na época de 2010/2011 foi chamado pela primeira vez à equipa principal pelo então treinador do FCP, André Villas-Boas, mas sem minutos de jogo. Para um maior proveito do seu potencial e aumentar a sua experiência e maturidade foi emprestado ao Rio Ave da primeira divisão Portuguesa durante a época de 2011/2012 onde disputou 27 jogos e marcou 6 golos, tendo sido um deles a um dos grandes do futebol Português, o SL Benfica. Na presente época ficou na equipa principal do Porto onde tem vindo a dispor de minutos para mostrar o seu talento contribuindo para o actual primeiro lugar da equipa na Liga Portuguesa e presença nas taças de Portugal e da Liga, assim como na Liga dos Campeões. A sua explosão como jogador de talento levou à sua chamada à selecção principal de Gana onde já marcou 2 golos em 5 jogos, sendo apontado como uma aposta de excelente perspectiva.

Pode jogar a avançado devido à sua capacidade finalizadora e acentuada mobilidade, mas é a extremo, tanto na direita como na esquerda, que mais rende. Em muito de deve ao facto de ser muito veloz, tanto a desmarcar-se como em posse de bola, e por ter um drible curto muito rápido, que usa muitas vezes no um para um criando desequilíbrios nas defesas adversárias, a sua especialidade. Com a sua qualidade técnica e grande agilidade procura muitas vezes a linha para assistir os seus colegas e com a sua velocidade de explosão procura as desmarcações nas costas das defesas de modo a surgir isolado tanto para o passe final como para poder finalizar na cara do guarda-redes. A tudo isto se junta a sua forte capacidade física, tanto a nível aeróbio, como a nível de contacto físico e o remate poderoso do seu pé esquerdo.

Formam-se, são lançados aos “lobos” e depois de se tornarem “Homens” do futebol, contribuem com todo o seu talento e trabalho, Atsu um miúdo maravilha do hoje para o amanha.

 

Garay deu o exemplo

Obrigado a vencer, o Benfica cumpriu com o que se lhe exigia e amealhou os três pontos diante do Celtic, de forma competente, numa noite em que Lima e Cardozo até ficaram em branco. Os encarnados dominaram o encontro e a turma escocesa não chegou a ter uma mão-cheia de ocasiões para pôr em prerigo a baliza de Artur. Ainda assim, a incerteza manteve-se até final e chegou-se a temer que o Celtic alcançasse o empate nos minutos finais – o que, de resto, não faria justiça ao futebol praticado pelas duas equipas.

Quando vencer é uma obrigação, quer pelo peso da camisola, quer pela luta pontual por um lugar na fase seguinte da Liga dos Campeões, entrar em vantagem é como o código postal: meio caminho andado para chegar ao destino. Foi praticamente isso que aconteceu ontem, na Luz. O Benfica entrou mais forte, a pressionar o Celtic junto à grande-área, e marcou ainda antes de se cumprir o minuto 7, por intermédio de Ola John, que aproveitou uma bola solta na área escocesa para abrir a contagem e estrear-se a marcar de águia ao peito.

Vindos de uma surpreendente vitória sobre um fortíssimo Barcelona, os “católicos” de Glasgow chegaram a Lisboa apostados em carimbar de imediato a passagem aos ‘oitavos’ da competição. O técnico Neil Lennon até deu o favoritismo à equipa portuguesa, dizendo que este jogo seria mais complicado do que o anterior, diante dos catalães – algo que, excluindo o factor casa, soou a falsa modéstia de um treinador que já teria um olho posto no apuramento. Esperava-se, pois, uma partida de elevado grau de dificuldade, mais ainda porque a campanha benfiquista na Europa, este ano, está longe de ser brilhante. A realidade, porém, foi algo distinta e se tudo isto causava uma pressão acrescida nos homens de Jorge Jesus, todos eles se mostraram superiores a qualquer inquietação e deixaram em campo a clara imagem de uma equipa dominadora, veloz nas incursões ofensivas e segura nas acções em terrenos mais recuados.

Porém, no futebol, como em tantas outras coisas, não costuma haver bela sem senão. Num dos poucos lances da primeira parte junto à baliza encarnada, o Celtic, que até ao momento não tinha mostrado quaisquer argumentos para discutir o resultado, alcançou o empate num lance muito contestado pelos jogadores benfiquistas. As imagens televisivas deixam perceber que há um elemento escocês que, alheio à discussão do lance, se posiciona na pequena área com o único intuito de atrapalhar Artur Moraes, encostando-se ostensivamente ao guardião brasileiro. Fica a ideia de que Artur confiou demasiado na marcação da falta – algo que não sucedeu – e Samaras cabeceou sem oposição, ao segundo poste, para confirmar o 1-1.

Ao intervalo, ficava a ideia de que o Benfica estava a pagar um preço demasiado alto por um único lance do Celtic e, com o avançar do cronómetro, já dentro da segunda parte, essa sensação permanecia inalterada. Muitos se terão lembrado de Charisteas, outro grego que, no mesmo palco, assinara um dos momentos mais ‘negros’ do futebol português, e projectavam já um duelo com o Spartak pelo acesso à Liga Europa.

Desta vez, porém, a tragédia grega não saiu da prateleira e o Benfica chegou mesmo à vitória, num lance construído pelos dois… centrais. Luisão, imponente, subiu mais alto que toda a defesa escocesa, após cruzamento de Matic, e assistiu Garay que, sem deixar cair a bola, desferiu potente remate para o fundo das redes de Forster. A partir daqui, Jesus sentiu a necessidade de mexer na equipa para reforçar o domínio e, dessa forma, manter o Celtic longe do golo. Gaitán e Maxi entraram para os lugares de Lima e Matic e os escoceses não mais voltaram a encontrar a fórmula para romper a barreira encarnada. Os dois remates nos minutos finais, ainda que tenham dado algum trabalho a Artur, não chegaram para fazer perigar verdadeiramente a vantagem benfiquista.

Três pontos no bolso, missão cumprida e, para a próxima jornada, uma tarefa hercúlea para o Benfica: tentar fazer, em Camp Nou e no mínimo, o mesmo resultado que o Celtic fizer em casa, diante do Spartak. Dia 5 de Dezembro, às 19h45, decide-se em definitivo quem acompanha o Barcelona nas contas do apuramento do grupo G.

 

Não “houve Taça” em Moreira de Cónegos

 

Antes das lides europeias, o Benfica deslocara-se ao terreno do Moreirense, na noite de sexta-feira, para discutir a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Paulo Lopes alinhou no lugar de Artur, Luisinho ocupou novamente o lado esquerdo da defesa, André Almeida surgiu à direita e, ao centro, Luisão fez o seu regresso após prolongado castigo. Na frente, Cardozo começou o jogo no banco e foi Rodrigo quem fez dupla com Lima no ataque às redes minhotas.

Na primeira parte assistiu-se a um fraco espectáculo de futebol, com escassas ocasiões de golo, ainda que a turma da Luz tenha evidenciado superioridade. Esse domínio era essencialmente territorial, com o Moreirense a ter grandes dificuldades em encontrar o caminho para a área de Paulo Lopes. Prova disso foi que o primeiro remate da turma axadrezada surgiu apenas aos 39 minutos.

A segunda metade, um pouco melhor, trouxe um Benfica mais próximo da área contrária e a ver a sua insistência premiada ao minuto 59, altura em que Anílton Júnior empurrou para a sua própria baliza uma bola rematada pelo sérvio Matic. Obrigado a ir em busca do empate, o Moreirense surgiu mais afoito, atrevendo-se em incursões mais frequentes ao último reduto encarnado. Aos 78 minutos, falha parcial de energia no Estádio Comendador Joaquim Almeida de Freitas, a qual haveria de tornar-se total antes de se resolver por completo. Reatado o encontro, cerca de 20 minutos depois, a pressão dos homens da casa manteve-se intensa mas acabou por ser o Benfica a dilatar a vantagem, no último lance do jogo. Gaitán arrancou pela esquerda e, na linha de fundo, descobriu Cardozo sozinho no coração da área para rubricar o 2-0. O adversário dos encarnados na próxima eliminatória será apurado entre Desp. Aves (II Liga), Coimbrões (II Divisão) e Caldas (III Divisão).

 

Braga fora da Europa

O Sporting de Braga deslocou-se à Roménia, mais propriamente à cidade de Cluj Napoca para defrontar uma das equipas mais portuguesas da Europa onde, para além do técnico Paulo Sérgio, alinharam, na equipa titular o guarda-redes Mário Felgueiras, Ivo Pinto, Cadú, Camora e Rui Pedro, para além dos “portugueses” Rafael Bastos (ex Belenenses, Nacional e Sporting Braga), Luís Alberto (ex Nacional e Sporting Braga) e Sougou (ex União Leiria e Académica).

O jogo (e sobretudo a primeira parte) foi uma longa agonia para os guerreiros do Minho, com erros atrás de erros e com um português (Rui Pedro) a vestir a pele de matador ao finalizar, por três vezes sem clemência para o fundo das redes de Beto, tudo isto em cerca de meia hora de jogo que deitou, quase em definitivo, por terra qualquer aspiração que o Sporting Braga poderia ter nesta partida. O resto fez Douglão que, ao ser expulso em cima do intervalo, apagou o último raio de esperança que os comandados de José Peseiro.

O primeiro balde de água fria surgiu logo aos 7 minutos de jogo quando, perante a inoperância dos defensores bracarenses, Rafael Bastos toca, de calcanhar, para Rui Pedro surgir na cara de Beto e fazer o 1-0.

Se o 1-0 mostrou a inoperância da defensiva bracarense, o 2-0, pouco depois, revelou que esta terça-feira não era dia para os bracarenses estarem num relvado, tamanhas as facilidades concedidas pela linha mais recuada da equipa portuguesa. Uma jogada iniciada em Mário Felgueiras, continuada por uma correria de Sougou e finalizada por mais um remate certeiro de Rui Pedro teve, pelo meio, a preciosa colaboração de Ismaily e Douglão que, numa atrapalhação completa, acabaram por servir em bandeja de ouro, o avançado formado nas escolas do FC Porto.

A resposta dos bracarenses foi imediata e, aos 17’, Alan voltava a facturar, fazendo o 5º golo esta temporada na Liga dos Campeões, após grande passe de Rúben Micael que o deixou na cara de Mário Felgueiras.

E, no momento em que Peseiro arriscava para chegar à igualdade antes do intervalo (ao retirar Salino, colocando, no seu lugar, Hélder Barbosa, a equipa romena elevava para 3-1 em mais uma arrancada de Sougou pela direita finalizada com um remate sem hipóteses para Beto do avançado Rui Pedro que, numa noite de sonho, não só se estreava a marcar na Liga dos Campeões, como o fazia em grande estilo, logo com um hat-trick.

E como se a desvantagem no marcador não fosse já penalizadora para uma equipa que cometia erros de palmatória, que dizer do lance da expulsão de Douglão que, após um pontapé de canto a favor dos bracarenses, agride, sem qualquer motivo aparente, um adversário, com uma cotovelada mesmo na cara do árbitro da partida.

A primeira parte terminou mal, a segunda não começou muito melhor uma vez que, no outro jogo do grupo, o Galatasaray, aos 54’, colocava-se em vantagem frente a um Manchester United a alinhar com uma equipa de segunda linha, resultado que, em conjugação com a derrota do Sporting de Braga, deixava a equipa portuguesa não só de fora da Liga dos Campeões como também das competições europeias.

A segunda parte apenas trouxe mais sobressaltos para a defensiva bracarense com Beto, aos 58’, a evitar um golo certo com uma grande defesa e, já perto do final da partida, em dois minutos, dois remates de Camora encontraram o poste da baliza de Beto que impediram que o resultado ganhasse uma dimensão ainda mais desnivelada para a equipa portuguesa.

Com os resultados verificados, o Manchester United, mesmo perdendo, tem o primeiro lugar do grupo garantido enquanto que o Sporting de Braga não pode ir além do quarto e último posto, pelo que está fora da luta pelo segundo e terceiro lugares que será decidido entre Cluj e Galatasaray, clube que visitará o Estádio AXA na última jornada.