Sterling

“Deslumbrou o mundo do futebol com o seu talento”. 

Foi esta uma das capas do jornal jamaicano The Gleaner, referindo-se a um craque em ebulição em terras de Sua Majestade. Na altura, este pequeno craque tinha 14 anos.

O seu nome?… Raheem Shaquille Sterling

Nasceu na capital Kingston, na Jamaica. A sua infância foi passada, essencialmente, com a sua avó. Com apenas 5 anos, Sterling segue com a mãe para Londres, onde cresce e se desenvolve.

O futebol estava-lhe no sangue e com a idade de 10 anos entra para as escolas de formação do Queens Park Rangers. Tornou-se em pouco tempo um dos jogadores mais fantásticos da área da formação, atraindo interesse de vários clubes e, tal como fiz questão de enunciar no início, Sterling já figurava nas capas de jornais do seu país natal.

O Liverpool, na altura comandado por Rafael Benítez, contratou o atleta, vendo nele uma enorme margem de progressão.

Começou a jogar pelas reservas do clube de Anfield, e cedo se destacou, tornando-se no cabeça de cartaz da fornalha de formação do Liverpool.

Estreou-se em Março de 2012 num jogo contra o Wigan, tornando-se no segundo jogador mais jovem a representar o clube em provas oficiais. A partir deste dia, Raheem Sterling nunca mais abandonou os trabalhos com a equipa sénior, tendo em Brendan Rodgers um grande apoio e suporte, pois o treinador do Liverpool acredita plenamente nas suas capacidades.

Somente com 18 anos, o extremo direito jamaicano representou todos os escalões de formação da selecção inglesa. Inicialmente, existiu algum dúvida sobre qual a pátria que iria defender, mas a verdade é que Roy Hodgon (seleccionador inglês) não perdeu muito tempo e já o lançou na selecção A.

Velocidade de ponta natural da Jamaica, finta e habilidade de instinto latino, e agressividade e conhecimento táctico vindo dos ingleses, tornam Sterling num dos meninos mais promissores do futebol mundial.

Qualidade… Muita qualidade no seu estado mais puro!

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Previsão Derby

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Frente a frente, Sporting e Benfica. Dois históricos do futebol português. Um derby que já tem mais de 105 anos de existência. Uma Lisboa dividida pela 2ª Circular. De um lado, o actual 10º classificado com 11 pontos e do outro, o actual 2º classificado com 26 pontos, ou seja, 15 pontos distanciam Sporting de Benfica mas isso não invalida que o jogo do próximo dia 10 de Dezembro seja um jogo especial e de grandes emoções.

O Sporting joga o tudo ou nada numa altura que o cenário de sufrágio eleitoral antecipado é um cenário muito provável. Uma vitória sobre o rival Benfica coloca o clube verde e branco numa situação bem mais favorável, contudo uma derrota poderá conduzir à queda da direcção comandada por Godinho Lopes. Já o Benfica vai lutar pelos 3 pontos para se manter nos lugares cimeiros e não deixar o Porto escapar que dia 8 recebe o Moreirense, 15º classificado.
O clube de Alvalade apresenta-se numa posição muito fragilizada depois do afastamento da Taça de Portugal e da Liga Europa, ou seja, o futuro do Sporting joga-se dia 10 que tentará ganhar ao Benfica para comprometer as aspirações dos seus rivais à conquista do título tal como fez a época passada e de certa forma, tentará colar-se ao Braga na luta pelo 3º lugar.
A jogar em casa e com o apoio dos seus adeptos, o Sporting tem condições para bater-se de igual para igual com o Benfica. Isto aliado à qualidade do seu plantel, poderá dificultar a tarefa do Benfica.
Rui Patrício, Eric, Xandão, Rojo, Insúa, Rinaudo, Elias, Pranjic, Capel, Carrillo e Wolfswinkel deverão ser os jogadores escolhidos por Vercauteren para alinharem frente ao Benfica. Do outro lado, Jesus deverá alinhar com o seu onze base com Artur, Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo, Matic, Enzo, Ola John, Salvio, Lima e Cardozo.
Pelo meio o Benfica joga ainda contra o Barcelona, hoje às 19:45 a contar para a Liga dos Campeões. Um jogo que implicará um enorme desgaste físico e que devido às ausências de Aimar, Salvio, Enzo e Carlos Martins complicam ainda mais as contas da equipa portuguesa. Já o Sporting tem uma tarefa mais acessível na medida em que é apenas para cumprir calendário e que nada tem a perder quer ganhe, quer perca. Um jogo contra o Videoton em casa a contar para a Liga Europa, competição que o Sporting já está eliminado. Schaars é baixa confirmada nos próximos tempos, uma vez que foi operado.
Do ponto de vista físico o Benfica estará em piores condições, joga um encontro decisivo frente ao Barcelona, com uma série de jogadores indisponíveis. Por outro lado, o Sporting em termos anímicos está em baixo e isso pode ter dois resultados possíveis. Um é que o Benfica consegue vencer o jogo com maior ou menor dificuldade face ao momento de forma que a equipa verde e branca apresenta, o outro resultado é que o Sporting pode ver numa vitória frente ao Benfica uma possível saída da crise em que mergulharam desde a época passada.
Posto isto, o clássico do próximo dia 10, afigura-se como um jogo determinante para ambas as equipas, embora seja igualmente verdade que ainda existe um jogo pelo meio para cada uma delas e que isso pode fazer com que Sporting e Benfica vão para jogo a contas com lesões.
O Sporting terá de encontrar um fio condutor de jogo e conseguir interligar os seus sectores para que a equipa funcione como um todo, algo que ainda não vi esta época. Para além disso, será também fundamental explorar a superioridade numérica no meio-campo e conseguir a partir daí definir o rumo que quer dar ao jogo. Rinaudo, Elias e Pranjic terão de conseguir suster a pressão encarnada para depois sair em transições rápidas explorando essencialmente os flancos com Capel e Carrillo a aparecerem nas costas de Maxi e Melgarejo, respectivamente para finalmente servirem o avançado holandês. Este será o caminho que técnico belga terá de traçar. Uma equipa compacta e coesa no meio-campo que depois tentará aproveitar a desorganização defensiva benfiquista.
Já o Benfica terá de assumir o jogo e ser fiel aos seus princípios. Futebol apoiado e de alta rotação com Ola John e Salvio a desequilibrarem a serem apoiados por dois laterais que sobem muito e que acabam por ser preponderantes na manobra ofensiva, como é o caso de Maxi e Melgarejo. Matic e Enzo ficarão encarregues de segurar o meio-campo com Matic mais fixo e com tarefas mais defensiva face a Enzo que fará o elo de ligação com o sector ofensivo. Lima terá de trabalhar muito e procurar espaços para Cardozo aparecer em zonas de finalização.
Dois estilos diferentes mas com ambições semelhantes. Frente a frente, Sporting e Benfica, para muitos o derby dos derbys, a não perder.

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Recordar 61

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De hoje não passa. O Benfica discute, em Barcelona, o acesso à fase seguinte da Liga dos Campeões, ciente de que tem entre mãos uma das tarefas mais complicadas da sua história: fazer o mesmo resultado, em pleno Camp Nou, que o Celtic alcançar em Glasgow frente ao Spartak de Moscovo. Só a vitória garante a salvação mas, do outro lado, Messi já avisou que não vai haver facilidades e afirmou mesmo que os adeptos escoceses merecem a continuidade na liga milionária. Nas hostes portuguesas, porém, alimenta-se a esperança de que se repita – agora a cores – aquele 30 de Maio de 1961*.

 

Quando o Benfica subir ao relvado, pelas 19h45, talvez sinta não uma, mas duas inclinações no campo. A primeira, pelo inegável valor da formação catalã, que contará pelos dedos de uma mão as equipas a que não conseguiu superiorizar-se desde que Pep Guardiola assumiu os comandos da equipa, em 2008. Em quatro épocas, os “blaugrana” somaram 14 títulos oficiais contra apenas cinco do conjunto português, e a transição para a “Era Vilanova”, ao contrário de tirar fulgor à equipa, pareceu acentuar os seus instintos dominadores: primeiro lugar na liga espanhola, com o Real Madrid a 11 pontos, e apuramento tranquilo para os “oitavos” da Champions.

Somando apenas isto, percebia-se já que a tarefa encarnada seria tudo menos fácil. Bater o Barcelona em Camp Nou é um feito de que muito poucos se podem gabar e, apesar de Celtic e Spartak até terem estado em vantagem no reduto catalão, a verdade é que foram incapazes de pontuar. Mas as contas são mais complicadas. Não se pode esquecer que o Celtic, rival directo do Benfica na luta pelo apuramento, recebe um já eliminado Spartak de Moscovo e, por isso, a probabilidade de alcançar um resultado positivo é bastante alta.

Em teoria, analisando os desafios desta noite, os “católicos” de Glasgow parecem partir em vantagem para seguir em frente na Liga dos Campeões, mas o Benfica poderá ter uma pequena palavra a dizer. É sabido que o Barcelona tem a melhor equipa do grupo – quanto a isso, nenhuma dúvida – mas essa superioridade de nada lhe valeu na visita a Glasgow, onde foi batido pelo Celtic por 2-1, e não impediu escoceses e russos de se terem colocado na frente do marcador em Camp Nou, conforme já foi referido. Se se partir deste último dado, e considerando que o Benfica possui uma formação com mais argumentos que Celtic e Spartak, talvez se possa inferir que os encarnados dispõem de uma real oportunidade para fazer estragos na casa “blaugrana”, se forem capazes de marcar primeiro e não perder a compostura perante a poderosa ofensiva catalã. É uma hipótese ínfima, é certo, mas é a ela que Jorge Jesus vai querer agarrar-se quando soar o apito inicial do juíz norueguês Svein Oddvar Moen.

 

Ficaram quatro em Lisboa

O que não deixa qualquer dúvida para este encontro são as ausências de Carlos Martins, Aimar, Enzo Pérez e Salvio. A contas com problemas físicos, o quarteto ficou mesmo em Lisboa e pode até passar a quinteto, se Melgarejo, que saiu mais cedo do treino de ontem, não recuperar por completo nas próximas horas. A confirmar-se este cenário, a titularidade deve ser entregue a Luisinho, que deu boas indicações nas partidas diante de Gil Vicente e V. Guimarães, a contar para o campeonato.

Desta forma, e perante um boletim clínico tão preenchido, Jorge Jesus vê-se forçado a improvisar um novo onze, que deverá contar com Artur na baliza, Maxi Pereira, Luisão, Garay e Melgarejo – ou Luisinho -, Matic à frente dos centrais, Ola John e Nolito, nas alas, e Lima na frente. Para as duas posições que faltam, apenas uma certeza: Jesus vai apostar numa equipa mais povoada no meio campo, com André Almeida ou André Gomes a reforçar a zona de Matic. O técnico encarnado já havia, de resto, confirmado isso mesmo, em conferência de imprensa, pelo que é de esperar ver um dos portugueses no onze inicial. Quanto à outra lacuna, o lugar de médio criativo, a dúvida persiste, já que Jesus pode optar por um Rodrigo polivalente, distribuindo jogo e actuando como segundo ponta-de-lança sempre que necessário, ou colocar Bruno César e ganhar, desse modo, maior poder de fogo na meia distância. No meio de tantas trocas, só o brasileiro Lima parece não ter a titularidade em risco, já que a sua maior mobilidade pode ser um trunfo importante para fazer frente à defesa catalã, que é reconhecidamente o sector menos produtivo dos “culés”. Ainda assim, a veia goleadora de Cardozo deve granjear ao paraguaio vários minutos de jogo em Camp Nou, senão mesmo a titularidade que, a acontecer, dificilmente seria uma surpresa na nação benfiquista.

O discurso dos últimos dias tem sido o que se impõe nestas ocasiões, com técnico e plantel a garantir que vão procurar vencer o encontro diante do “Barça” e carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da prova. Confiança não parece faltar mas é logo mais, dentro das quatro linhas, que o Benfica vai ter de mostrar que é capaz de manter aberta a “torneira dos milhões”, que pode fazer a diferença entre ir ao mercado em Janeiro ou ficar apenas a assistir.

 

*[NDR – data em que o Benfica bateu o Barcelona por 3-2, conquistando a sua primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus]

 

PSG X FC Porto

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Paris Saint Germain 2 – F.C. PORTO 1

Liga dos Campeões

04/12/2012

“POUPAR PARA NADA”

Após a derrota frente ao Sporting de Braga e consequente eliminação da Taça de Portugal, esperava-se para ver que atitude o F.C. Porto iria apresentar frente aos milionários de França, o Paris Saint Germain.

Este era também um jogo importantíssimo para os franceses que após duas derrotas para o campeonato necessitavam de um vitória para fazerem as pazes com os seus adeptos.

Os portistas entraram em campo com o seu onze habitual e do outro lado, os parisienses levaram a jogo todos os seus nomes mais sonantes e encabeçados pela estrela maior, Zlatan Ibrahimovic.

O Paris Saint Germain entrou à procura da vitória, o único resultado que lhe garantia o primeiro lugar, enquanto que ao F.C. Porto o empate servia para manter a liderança no grupo. Talvez por isso, os dragões tenham tentado impor um ritmo de jogo mais lento e com mais posse de bola, contrariando o ímpeto inicial dos franceses que dispuseram das melhores jogadas e oportunidades de golos e com uma impressionante série de cantos.

A partir dos 10’ minutos o F.C. Porto começou a equilibrar o jogo, acercando-se com mais perigo do ataque, criando algumas dificuldade ao sector mais recuado da equipa francesa.

O primeiro golo da partida surge aos 30’ de jogo e foi para o P.S. Germain na sequência de um livre superiormente executado por Maxwell que Tiago Silva com um cabeceamento perfeito bate Helton pela primeira vez na partida. Estava feito o primeiro golo sofrido pelos portistas fora de casa nesta edição da Liga dos Campeões.

A festa no Parque dos Príncipes durou pouco tempo, já que o inevitável Jackson Martinez respondeu também de cabeça, antecipando-se ao defesa do Paris Saint Germain, a um excelente cruzamento de Danilo após um grande trabalho deste do lado direito do ataque.

Depois do empate o F.C. Porto evidenciou algum domínio na partida, mas não conseguiu materializar a supremacia.

Na segunda parte, a equipa da casa voltou a entrar mais forte, criando muitas dificuldades à equipa portuguesa, principalmente através de um cabeceamento acrobático do “artista” do costume, Ibrahimovic, a que Helton correspondeu com uma grande defesa.

Mas aos 60’, o guarda redes brasileiro, que tanto tem ajudado o F.C. Porto com excelentes defesas, “borrou” a pintura com um grande frango, em que deixa a bola passar por baixo do corpo após um remate fraco do internacional argentino Lavezzi.

Obviamente que este resultado não interessava aos portistas e por isso foram à procura do empate, que lhes garantia a continuidade na liderança do grupo .

Jackson Martinez aos 70’, surge isolado na cara de Sirigu, mas este com uma boa defesa evita o empate e  o 2ª golo do avançado colombiano. Na recarga Lucho Gonzalez, já sem o guarda redes na baliza,  remata por cima.

Logo a seguir Vítor Pereira lança Defour em campo por troca com Fernando com o objectivo de dar maior qualidade de construção ao meio campo portista, o que também proporcionou um maior apoio de Lucho ao ataque, baralhando o Paris Saint Germain.

O técnico italiano que orienta os franceses percebendo o maior assédio dos portistas à sua baliza efectua duas substituições de índole defensivo de modo a equilibrar a luta no meio campo e  reforçando a sua defesa.

A entrada de Atsu e a saída de Varela, uma exibição muito apagada e algo desastrada do internacional só pecou por tardia, uma vez que o ganês em apenas 5 minutos em jogo agitou mais o ataque dos azuis e brancos.

Aproveitando o balanceamento no ataque dos portistas, a equipa do Paris Saint Germain, com saídas rápidas para o ataque acabou por cima do jogo, tendo mais que uma oportunidade para fazer o 3-1, que Helton foi evitando com defesas de excelente nível.

Aos 90’+3 o F.C Porto dispôs de um livre do lado direito do ataque em que até Helton subiu à área parisiense. Na sequência deste livre, Otamendi consegue cabecear completamente sozinho, mas atira ao lado. Era o final perfeito para uma grande exibição do central argentino.

Apesar do F.C. Porto continuar na Liga dos Campeões, o objectivo pretendido por Vítor Pereira com a poupança em Braga não foi conseguido. Os portistas sentiram alguma dificuldade em apresentar o seu futebol e por isso não conseguiram manter a liderança do grupo, nem igualar o record de pontos (16) conseguido por António Oliveira na época de 1996/1997. Também é certo que só após o sorteio dos oitavos de final se vai ficar a saber se este 2º lugar é bom ou mau, com tantos tubarões do futebol da Europa a ficarem também em 2º lugar nos respectivos grupos.

Ainda assim e apesar das duas derrotas do F.C Porto nesta época terem por base dois erros individuais, em Braga foi Danilo, agora foi Helton, está claro que os críticos habituais de Vítor Pereira, irão aproveitar este momento menos bom para  relembrarem alguns dos erros do treinador português.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Método Antero

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Se há um homem que pode dizer que deu muito dinheiro ao seu clube e que nem por isso deixou de estar na elite do futebol europeu, é Antero Henrique, actual director desportivo do FC Porto. Éo aprendiz de Pinto da Costa e é o responsável por levar a cabo o método Porto: contratar jovens talentos para vende-los como estrelas.

Em 2004, o Porto treinado por Mourinho, conseguiu a 2ª Liga dos Campeões da história do clube. Nesse mesmo verão, Pinto da Costa decide fazer dinheiro vendendo as principais estrelas da equipa. Um total de 54 milhões de euros de lucro foi o total que entrou nos cofres do Dragão. O Porto tinha vendido os seus principais jogadores por um total de 104 milhões, o total gasto anteriormente tinha sido de 50. Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco, Derlei ou Carlos Alberto foram transferidos para grandes clubes europeus aproveitando o prestigio que ganhar uma Champions dá. Continuar a ler